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Notícia publicada em 09/06/2017 às 09:29 | Saúde
Autismo: Suplemento alimentar, caro, mas indispensável
Suplemento é adquirido para crianças com alto grau de alergia alimentar

 

 

A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), entregou no último dia 6, ao Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado para Autismo – CMAEE Autismo um suplemento alimentar especialmente preparado para crianças com alto grau de alergia alimentar. Estudos recentes associam a alergia alimentar não só à evolução patogênica como até mesmo a uma possível causa do autismo.

 

Foram adquiridas com recursos próprios da Prefeitura 208 latas de 400 gramas do suplemento de nome comercial Neoforte, feito à base de aminoácidos livres. O processo licitatório está sendo preparado desde o ano passado, dada a dificuldade de se encontrar o produto em Rondônia e às suas especificações, o que torna o produto difícil de ser encontrado no mercado. O preço do suplemento também dificultou sua aquisição, R$ 187,20 a unidade, um total de R$ 19.468,80 apenas este primeiro lote com 104 latas entregue esta semana.

 

De acordo com a diretora do Centro de Autismo, Márcia Pereira de Souza, o lote do suplemento adquirido pela Prefeitura será ofertado às 42 crianças atendidas na unidade. De acordo com os cálculos feitos por nutricionistas da Coordenadoria de Nutrição da Semed, o suplemento deve atender às necessidades das crianças por pelo menos dois meses e meio. Porém, como explicou Márcia, no mesmo processo já está previsto o fornecimento de Neoforte até o final do ano letivo.

 

Alergia X Autismo

 

 Alguns renomados pesquisadores têm afirmado que a alergia alimentar interfere no neurônio, podendo causar convulsão, hiperatividade e transtorno de déficit de atenção. A alergia alimentar, segundos estes estudos, poderia ser também uma das ou mesmo “a” causa para o autismo.

 

Segundo Márcia Pereira, todas as crianças do Centro de Autismo têm algum tipo de alergia alimentar. Duas delas, uma de 12 e outra de 3 anos, têm alergia alimentar severa e se alimentam unicamente de suplemento alimentar como o Neoforte. São criança que produzem, conforme disse Márcia, sua própria alergia, “se comem banana, fazem o teste alérgico, ficam alérgicas a banana…então tudo que elas comem adquirem alergia”.

 

 Independentemente de testes de intolerância alimentar, ao chegar no Centro já são suprimidos o glúten, a caseína e a soja, porque causam inflamações intestinais nas crianças. “Hoje quase 70% dos autistas o são por causa da alergia alimentar. Não é um autismo genético ou congênito, mas um autismo adquirido por causa da alergia alimentar”, explicou Márcia Pereira.

 

“A alimentação das nossas crianças, já que retira glúten, caseína e todo o derivado de soja, fica um tanto empobrecida. Devido a essa restrição alimentar, existe a necessidade de balancear a alimentação deles aqui dentro do Centro, pois muitos não podem fazê-lo em casa. Então fazemos o tratamento intestinal das crianças com o Simbioflora, que é um suplemente simbiótico, e agora com o Neoforte, que aí ela vai ter todos os aminoácidos e vitaminas necessários em uma alimentação diária. Quando a gente trata essa alergia, suplementa essa criança e trata do intestino dela, a gente tem outra criança, tanto em comportamento, quanto em aprendizagem…tudo, tudo melhora”, finalizou a diretora ao agradecer o empenho do Prefeito Jesualdo Pires com relação às necessidades do Centro de Autismo.

 

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