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Notícia publicada em 10/04/2019 às 11:22 | Saúde
Centro de Parto Normal em Ji-Paraná registra quase mil nascimentos em um ano

 

 

Neste mês de abril, o Centro de Parto Normal (CPN) completou um ano de desde sua implantação. A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), registrou durante este período 935 partos normais e muitos avanços que indicam a diminuição do número de cesarianas.

 

O nascimento natural é uma recomendação do Ministério da Saúde, e depois da inauguração do CPN, a quantidade de mulheres que decidem pelo parto sem cirurgia está aumentando.

 

“Os dados mostram que 60% dos partos realizados na maternidade do município, foram naturais. Esses números significam mais saúde para a mãe e para o bebê. Nossa meta é chegar aos 70% de partos normais”, destacou a diretora do Centro de Parto Normal, Márcia de Oliveira Lúcio.

 

Durante os últimos 12 meses, a unidade construída anexo ao Hospital Municipal Dr. Claudionor Roriz, atendeu mulheres de Ji-Paraná e outros 32 municípios de Rondônia. Dos 935 partos, 167 foram de gestantes com menos de 18 anos de idade. Nasceram mais meninos neste último ano. Foram 494 bebês do sexo masculino e 441 meninas.

 

A criação do CPN tem o objetivo de incentivar as futuras mães a ter um parto tranquilo e saudável. Para isso, conta com quartos individuais com banheira, poltrona para o acompanhante, ala administrativa e recepção, equipados com aparelhos modernos que garante mais conforto e atendimento humanizado às grávidas.

 

De acordo com o diretor do Hospital, Rafael Papa, a unidade faz parte de um Centro Obstétrico do HM. É gerenciada por enfermeiros obstetras que atendem as gestantes de maneira que favoreça o processo natural do parto.

 

“Nós temos aqui no Centro Obstétrico cinco médicos obstetras, 12 enfermeiros obstétricos, 30 técnicos de enfermagem, 10 auxiliares de cirurgia e cinco anestesistas, além de outros profissionais que dão o suporte para que tudo isso funcione 24 horas”, falou Papa.

 

O papel do enfermeiro obstétrico é fundamental nesse processo de desmistificação do parto normal. Ele dá o suporte às gestantes e oferece boas práticas e tecnologias de cuidado que favorecem a evolução do processo de parto, com menos riscos e mais dignidade.

 

“A atuação do enfermeiro ou enfermeira obstetra trás a conjunção do conhecimento científico com o respeito ao protagonismo da mulher na condução do seu parto. Nós tivemos apenas 42 partos normais assistidos por médicos. Os outros 893 foram conduzidos pelos enfermeiros capacitados para isso. O que mostra que temos feito um bom trabalho no fortalecimento do papel fundamental da mãe durante o parto. Nós oferecemos a ela equipamentos e segurança necessária para que consigam ganhar o bebê naturalmente. Ela também tem direito a um acompanhante o tempo todo. Isso faz muita diferença”, explicou a diretora do CPN.

 

Outro avanço é a retirada do fluxo das gestantes de dentro do Pronto Socorro do Hospital. Elas têm acesso e espaço exclusivo. O local é vinculado à maternidade, onde podem se for necessário, receber atendimento médico ou encaminhamento ao parto no centro cirúrgico.   

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