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Notícia publicada em 07/11/2019 às 10:34 | Economia
Curso de Processamento de Frutas motiva produtoras abrir cooperativa em Ji-Paraná

 

 

*Por Paulo Sérgio

 

Viúva há cinco anos, a agricultora Maria dos Santos da Silva é uma das 14 mulheres que está aprendendo a fazer doces com as frutas produzidas no quintal do sítio onde mora, na região da Gleba “G”, em Ji-Paraná.

 

Ela participa até quinta-feira (7) do curso de Processamento de Frutas, ministrado por extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

 

Maria dos Santos experimenta a fabricação própria e está otimista em recomeçar a vida com a produção de doces

 

“Só sabia fazer doce de banana e de figo. Agora já entendo mais da variação da culinária e vejo a possibilidade de participar da criação de uma cooperativa que possibilitará ganhos reais e melhoria da nossa condição financeira”, declarou a futura doceira Maria dos Santos.

 

Colega de curso dela, a sitiante Elismar Soares avalia a experiência em transformar frutas em doces como um aprendizado que reflete diretamente na economia doméstica. “As frutas temos com sobra em casa. O processamento caseiro implica em redução de gastos extras com guloseimas com as crianças”.

 

Elismar e Maria dos Santos estão confiantes de que os novos conhecimentos adquiridos vão servir para melhorar a condição econômica.

 

“Estamos motivadas a dedicar mais nesse segmento alimentício e futuramente compor uma cooperativa, pois a variedade de frutas é grande e todas nós temos interesse em atuar nesta área”, declarou Elismar, no segundo dia de aprendizado.

 

O curso está sendo realizado nas dependências da comunidade católica Santos Anjos desde terça-feira. A proposta é incentivar as mulheres a desempenhar outros papeis na sociedade, além da rotina de donas de casas.

 

O curso está sendo realizado nas dependências da comunidade católica Santos Anjos

 

A matéria prima é farta e variada nas propriedades. A capacitação envolve as técnicas e boas práticas no preparo, no acondicionamento e no armazenamento de doces em compota, corte, pastoso, cremoso e geleia das frutas da época, como manga, jaca, jabuticaba, maracujá, acerola, goiaba e coco, por exemplo.

 

“A realização do curso tem objetivo social, econômico e, sobretudo, de aproveitamento da matéria prima. O curso e um mecanismo de engajamento da mulher do campo em atividades lucrativas. É uma oportunidade de as participantes transformarem em dinheiro as frutas que habitualmente se perdem no sítio”, explicou a extensionista social Margareth Regalado.

 

Sobre a implantação de uma cooperativa, Regalado acrescentou que o mercado comporta. “Elas vão amadurecer a ideia de união e as orientações para a abertura da cooperativa serão fornecida pela Emater”, explicou Regalado, que para a instituição da cooperativa as futuras doceiras serão orientadas com curso de produção. Ao final do curso processamento de frutas, as participantes receberão certificados e apostilas sobre a fabricação dos doces.

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