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Notícia publicada em 25/06/2016 às 09:35 | Agropecuária
Produção agropecuária de Rondônia chama a atenção de argentinos
Os investidores ficaram impressionados com o potencial do estado no setor

 

 

Por Renata Silva

 

Esta semana um grupo de consultores agropecuários da Argentina visitou a Embrapa Rondônia e propriedades rurais de Porto Velho e Cujubim. Os 11 consultores desenvolvem assistência técnica em região próxima à Buenos Aires, capital daquele país, e fazem parte do Consorcio Regional de Experimentación Agrícola (CREA).

 

Eles buscaram a Embrapa como meio para conhecer as pesquisas que estão sendo desenvolvidas para o estado e também ver de perto a produção de grãos, pecuária, piscicultura e floresta do estado. “Queremos conhecer como encontraram tecnologias para resolver situações desafiadoras e para aumentar a produtividade sem avançar sobre a floresta. Estamos acompanhando o desenvolvimento de Rondônia na agropecuária, que tem sido expressivo”, afirmou o engenheiro agrônomo argentino, José Ansaldo.

 

No dia 20 pela manhã a visita começou na sede da Embrapa Rondônia, com uma troca de informações, em que o chefe Adjunto de Pesquisa da Unidade César Teixeira apresentou as linhas de atuação e as tecnologias desenvolvidas para Rondônia e região Amazônica, assim como um panorama da agropecuária do estado.

 

Em seguida, foi a vez dos argentinos mostrarem sua região, os desafios que enfrentam e o interesse pela agropecuária de Rondônia. “Trata-se de um grupo de profissionais que vivencia uma realidade de agricultura de clima temperado, significativamente distinta do que temos nos trópicos amazônicos. Em que pesem as diferenças de realidade, ficaram evidenciadas muitas oportunidades de ganho de eficiência para ambas as instituições”, ressaltou César Teixeira. Terminada a interação com entre os argentinos e os pesquisadores e analistas da Embrapa, foram ao Campo Experimental de Porto Velho para verem as pesquisas em andamento.

 

No período da tarde visitaram uma propriedade em Porto Velho, onde puderam conhecer a estrutura de secagem e armazenamento de grãos e tiraram dúvidas sobre a capacidade de secagem e armazenamento, fornecimento de energia para o secador entre outras. Conheceram também o sistema de produção de grãos da fazenda, podendo visualizar a lavoura de milho safrinha presente no momento. Fizeram diversas perguntas acerca do sistema de produção, tais como manejo, espaçamento utilizado, doenças que ocorrem, época de plantio, densidade de plantas e sucessão de culturas.

 

Também conheceram todo o sistema de produção de gado de corte, os sistemas de criação a pasto, semi-confinado e confinado a estrutura de silos e de produção de ração, o fornecimento de água para o confinamento, a estrutura de confinamento em si e sua capacidade de lotação. Visitaram vários talhões de pastagem, vendo animais em etapas diferentes e também pastagens de diferentes espécies, estrutura de curral para manejo do gado e vacinação. “Fizeram perguntas de todos os tipos, sempre anotando tudo. Até a mata visitaram”, comenta o engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, Davi Oliveira, que acompanhou o grupo.

 

No dia 21 pela manhã a visita foi em uma propriedade em Cujubim, cerca de 200 quilômetros de Porto Velho. Lá os argentinos puderam conhecer o sistema de produção de grãos da fazenda, com destaque para a lavoura de milho presente na ocasião. Acompanharam a colheita de milho, fizeram perguntas sobre a quantidade de fertilizantes utilizados, herbicidas, época de plantio e produtividade alcançada na fazenda. Perguntaram também sobre o histórico da propriedade e a produtividade obtida com a cultura da soja.

 

O gerente de produção da fazenda também comentou sobre o planejamento para expansão da área cultivada e número de animais da fazenda. “Eles ficaram bastante curiosos sobre o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP) praticado pela fazenda, onde o milho é consorciado com o capim (Brachiaria ruziziensis) e após a colheita do milho o capim se desenvolve e o gado pode entrar na área para realizar o pastejo. O gerente comentou sobre a vantagem do sistema e o fato do capim permanecer em boas condições mesmo na seca e o ganho de peso dos animais”, acrescenta Davi Oliveira.

 

Os argentinos ficaram bastante impressionados com a produção de peixe da fazenda, que tem cerca de 500 hectares de lâmina d'água e produção de aproximadamente 60 toneladas de pescado por semana. Assistiram a um vídeo sobre a produção de peixe, visitaram alguns tanques, onde puderam visualizar os peixes, fornecimento de alimentação e estrutura e tiraram muitas dúvidas sobre a produção do tambaqui. De Cujubim o grupo de argentinos seguiu viagem para Vilhena e depois seguiriam viagem pelo Mato Grosso.

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